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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ato contra a privatização do Campo de Libra

Nesta segunda-feira, às 17h30, está programada uma manifestação no Terminal Urbano de Maringá. O ato é em resposta a postura do Governo Federal de privatizar uma das maiores reservas de petróleo brasileiro da camada do pré-sal, o Campo de Libra.

Mesmo com todas as denúncias de espionagem e todas as manifestações e paralisações que ocorreram até agora e, muito diferente do que defendeu em sua campanha, o governo vai entregar a Bacia de Libra, descoberta do pré sal em Santos, para os grandes capitalistas internacionais.

Para se ter uma ideia, em 60 anos de Petrobras o país acumulou aproximadamente 15 bilhões de barris de petróleo. Só no Campo de Libra a estimativa é de que existam 12 bilhões de barris de petróleo, que convertidos significam R$ 3 trilhões. O governo irá vender por R$ 15 bilhões.

Greve dos petroleiros


Às vésperas do leilão, os ânimos começaram a esquentar. Uma greve convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), contrária à licitação, paralisou na quinta-feira, dia 17, refinarias, plataformas e centro de distribuições da Petrobrás em 16 Estados

Na avaliação do diretor da FUP, Francisco José de Oliveira, os recursos prometidos pelo governo com o leilão são uma ‘gorjeta’. "O governo afirma que vai investir em educação e saúde, e que vai arrecadar R$ 15 bilhões com o leilão. Mas isso é uma gorjeta perto da riqueza que existe no campo. A sociedade não participou do debate sobre o tema", disse.

Os movimentos sociais planejam uma enxurrada de liminares para tentar barrar judicialmente o leilão de Libra. A Associação de Engenheiros da Petrobrás (Aepet) reuniu um grupo de advogados em Brasília para abrir uma ação contra o leilão. Para a associação, o governo age na contramão de outros países, que exigem cerca de 70% do óleo produzido como retorno.


Causa-nos estranheza ainda, o fato de se utilizar do exército e de outros mecanismos para conter as manifestações populares contrárias ao processo de privatização do Campo de Libra. Até mesmo utilizando o exército para impedir a aproximação dos manifestantes. Onde está o direito democrático?

Com informações da Agência Brasil e Rodrigo Tomazini

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Diga não à privatização

O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Água, Esgoto e Saneamento de Maringá e Região (Sindaen) também aderiu à campanha contra a privatização da Copel e da Sanepar. Em panfleto divulgado à comunidade, o Sindaen lembra que, há 10 anos, uma grande mobilização social salvou a Copel da mira privatista do governo Lerner.

O temor é que, com o governo de direito de Beto Richa (PSDB), a sombra das privatizações retorne. O governador apresentou o Projeto de Lei Complementar n.º 361/2011, que propõe a ampliação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná, com direcionamento para as atividades da Copel e da Sanepar.

Atentos a isso, entidades sindicais e movimentos sociais reativaram o Fórum Popular contra a Venda da Copel. Os movimentos sociais consideram o PL sobre agências reguladoras uma sinalização de retomada do processo de privatização de dois setores estratégicos do Estado: saneamento básico (Sanepar) e energia (Copel).
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