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terça-feira, 3 de julho de 2012

Administração Barros 'dá um tempo' antes de demitir servidora com sequela

Conforme previsão do SISMMAR, feita há quase um ano, a servidora Norma Dias Medeiros foi demitida. Ela ficou com sequelas no ombro, decorrente de lesão por falta de assistência do Sama. A administração municipal esperou a "poeira" baixar antes de pôr a servidora no olho da rua.

Norma: mandada embora
depois de ficar com
sequela no ombro
Na época em que Norma ficou sem a devida assistência do Sama, o SISMMAR alertou as secretarias de Administração e da Saúde sobre o problema, mas nada foi feito em prol da trabalhadora. A administração Barros preferiu se livrar da servidora que, agora, fica sem emprego e com restrições de movimento para o resto da vida.

A administração abandonou a servidora, mas a postura do SISMMAR nesse caso será completamente oposta. O sindicato vai entrar com uma ação por danos morais, para que Norma seja indenizada pela falta, primeiro, pela falta de assistência do Sama; segundo, pelo descaso do atual governo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Perícia confirma: servidora ficou com sequelas

Norma: drama após demora
no atendimento so Sama
Conforme a diretoria do SISMMAR previa, a servidora municipal Norma Dias Medeiros ficou com sequelas decorrente de lesão no ombro e da falta de assistência do Sama. Por várias vezes, o SISMMAR alertou as secretaria municipais de Saúde e de Administração sobre o problema e nada foi feito em favor da trabalhadora.

Norma fraturou a região próxima ao úmero (ombro) direito em 8 de fevereiro de 2011 e, desde então, aguarda procedimento cirúrgico. A pedido da Justiça, perícia médica feita em 13 de julho constatou que Norma ficou com sequelas devido à demora no atendimento. Confira alguns trechos do laudo:

- como fragmento fraturado (tuberosidade maior) estava afastado a mais de 1 cm do seu local original, tinha indicação cirúrgica para sua correção;
- a fratura é de gravidade média e não complexa;
- o material adequado para esse tipo de fratura é a placa bloqueada e parafusos de bloqueio para evitar a soltura dos componentes;
- o SUS realiza esse tipo de cirurgia, porém, fornece um material totalmente ultrapassado, que coloca em risco o prognóstico da cirurgia;
- a obrigação do material adequado é do Sama, pois a autora [Norma] é servidora municipal;
- o ideal é que estas fraturas sejam operadas o mais cedo possível, pelo menos, nos primeiros 7 a 10 dias;
- passados mais de 5 meses, esta cirurgia inicialmente proposta, deixa de ser necessária, pois a fratura está totalmente consolidada;
- o fragmento fraturado consolidou fora do seu leito original (ficou mais alto);
- hoje, a autora [Norma] tem restrição dolorosa na abertura e elevação do braço direito a partir de 90°;

Fica a pergunta: e agora, que Norma ficou com sequelas, ela vai perder o emprego? Quem será responsabilizado? O SISMMAR cobra uma indenização satisfatória para que Norma possa sobreviver, apesar das limitações nos movimentos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SISMMAR recorre ao MP para garantir cirurgia

Norma: dor e braço
imobilizado desde
o início de fevereiro
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) recorreu ao Ministério Público (MP), na manhã de quarta-feira (1º), para garantir tratamento médico adequado a uma funcionária da Secretaria Municipal de Educação. Norma Dias Medeiros, 43 anos, fraturou o ombro em 8 de fevereiro e, desde então, aguarda procedimento cirúrgico.

A trabalhadora corre o risco de ficar com sequelas.

Norma se acidentou em casa e, por ser funcionária do município, foi encaminhada pelos socorristas do Siate ao Hospital Santa Rita. Norma não recebeu o atendimento necessário porque o Sama não cobre procedimentos de prótese. O SUS também não autorizou a cirurgia.


No particular, a cirurgia custa R$ 5.949,00, valor que extrapola em muito as condições financeiras de um trabalhador assalariado. “O Sama e o SUS não pagaram a cirurgia. Não tenho como pagar o valor dessa cirurgia”, diz Norma.