O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná
(CREA-PR) realiza nesta quinta-feira (24), no Paço Municipal, a partir das
15h30, uma reunião com engenheiros e representantes do Município para conhecer as
reivindicações sobre a questão salarial dos cerca de 50 engenheiros e
arquitetos do quadro da Prefeitura de Maringá.
O encontro acontece no momento em que a Prefeitura está
negociando o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) de seus servidores.
Engenheiros e arquitetos recebem cerca de R$ 2,7 mil para trabalhar 40 horas
semanais. O piso nacional da categoria é de R$ 6,1 mil no setor privado. Os
profissionais da prefeitura estão reivindicando o pagamento do piso nacional,
ou recebimento de gratificação por responsabilidade técnica referente a 100% da
remuneração.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de
Maringá (Sismmar), Iraídes Fernandes, lembra que a luta da classe é antiga.
Este ano eles fizeram um protesto, paralisando as atividades por 24 horas no
dia 12 de julho. “Os salários desses profissionais em Maringá é inferior ao de
muitas prefeituras vizinhas, estando abaixo da média nacional”, ressalta.]
Para o vice-presidente do CREA, Osvaldo Danhoni, o Conselho entende que
a classe precisa ser mais valorizada. “Sugerimos aplicação do salário mínimo profissional,
referenciado na lei federal 4950-A. Sabemos que na Prefeitura há uma troca
constante de engenheiros. Após se especializarem, eles buscam melhores oportunidades
no setor privado. Quem perde com isso é a população. A Prefeitura precisa de
profissionais hábeis, pois somente com bons projetos há captação de verbas.
Maringá é uma das cidades que mais recebe investimentos no País, e isso
acontece por conta dos funcionários altamente capacitados que lá trabalham. Por
isso é mais que justo que eles sejam bem remunerados”, afirma.
O diretor regional em
Maringá do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Samir
Jorge, ressalta a falta de perspectiva na carreira.“Não há evolução. Um
engenheiro que trabalha há muitos anos na Prefeitura ganha menos que o piso.
Maringá prima pelo planejamento urbano, por isso não pode dar uma má
remuneração aos seus técnicos, sem perspectiva a longo prazo”.
O gerente regional do CREA-PR em Maringá, Hélio Xavier,
afirma que a entidade está acompanhando todas as discussões. “Primamos pela
valorização das profissões relacionadas à engenharia, agronomia e geociências.
Com remunerações compatíveis com o valor de mercado, o profissional terá melhores
condições de atuação. A valorização profissional traz benefícios para toda a
sociedade”.
Às 17h30, haverá outra reunião, na sede regional do CREA-PR em
Maringá, com engenheiros da Prefeitura para debater questões relacionadas às competências
legais e possibilidades de fiscalização do CREA-PR.
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